quarta-feira, 12 de março de 2008

FICHA DE LEITURA DO CONTO «A AIA» DE EÇA DE QUEIRÓS

Após a leitura do conto, proponho-te a realização desta ficha de leitura.

I. Preparação

1. Ler atentamente o texto e apreender o seu sentido global.
2. Sublinhar as informações essenciais.

II. Estrutura/ Acção

1.1.
Delimita os momentos fundamentais da narrativa: situação inicial, desenvolvimento e desenlace.

1.2. Explica o modo de organização das sequências narrativas (encadeamento, encaixe ou alternativa).
1.3. Classifica o conto no que diz respeito à delimitação da acção (narrativa fechada ou aberta). Justifica.

III. Personagens

2.1. Indica as personagens intervenientes, referindo o relevo que têm na acção.

2.2. O rei era "moço e valente".

a) Regista todos os elementos de caracterização directa do rei.

2.3. Regista igualmente os diversos elementos de caracterização directa do irmão do rei.

2.3.1. A apresentação que é feita desta personagem está de acordo com o(s) acto(s) que executa? Justifica.

2.4. Atendendo aos traços característicos da aia, parece-te lógico a sua atitude final? Expõe, claramente o teu raciocínio.

2.5. Com base nos elementos que o conto te fornece sobre a personagem, elabora um pequeno texto de caracterização da protagonista.

2.6. Neste conto, o conflito entre personagens é também um conflito de valores intemporais.

2.6.1. Que personagens defendem valores conotados com o Bem? E com o Mal?

2.6.2. Identifica esses valores, através dos substantivos abstractos que os interligam.

IV. Espaço

3.1. Especifica o espaço físico onde se desenrola a acção.

3.2. A sala do tesouro é objecto de uma breve descrição. Localiza-a na narrativa.

3.3. Nessa passagem descritiva, pretende-se acentuar a sensação visual, sobretudo a notação de brilho. Confirma com elementos do texto.

3.4. Caracteriza o espaço social em que a acção se desenvolve.

V. Tempo

4.1. Regista marcas do tempo cronológico.

4.2. Que tempo histórico é sugerido? Justifica.

4.2.1. Retira do texto todas as referências que indiquem o fluir do tempo.

VI. Narrador

5.1. Classifica o narrador quanto à presença.

5.2. Caracteriza-o no que diz respeito à posição (subjectivo ou objectivo). Justifica.

VII. O Título

6.1. Tece um breve comentário a cada uma destas sugestões de outro título para este conto:

- Luta pelo poder;
- A mulher que sacrificou o filho para salvar o reino;
- O Principezinho.

6.2. O título escolhido pelo autor - «A Aia» - parece-te sugestivo? Porquê?

6.3. Refere a importância do título neste conto.

6.4. Identifica o nome e o valor da expressão inicial “Era uma vez...”.

VIII. Questões de Linguagem

1. Sublinha, nos sete primeiros parágrafos, os substantivos no grau diminutivo.
1.1. Interpreta o seu uso.

2. Lê atentamente o 4º e 7º parágrafos.

2.1. Regista os adjectivos que caracterizam o irmão do rei.

2.2. No 4º parágrafo, a caracterização é enriquecida com uma comparação. Identifica-a.

2.3. Mostra o contraste entre o irmão do rei e o pequeno príncipe.

3. No 3º parágrafo, a dor da rainha é expressa pelo verbo chorar, constituinte do predicado de três orações distintas. Identifica-as.

3.1. Procura explicar de que forma cada um dos advérbios que acompanha o verbo chorar lhe modifica o sentido.

3.2. Como interpretas o emprego de "chorou" nas duas primeiras orações e "chora" na última?

4. No 9º e 10º parágrafos, a acção desenrola-se rapidamente. Faz o levantamento de verbos e advérbios que conferem um ritmo rápido à narração.

5. "...ela foi assim conduzida para a câmara dos tesouros" (16º parágrafo)

5.1. Qual a classe gramatical da palavra sublinhada?

5.2. Identifica o sujeito, predicado e complemento da expressão transcrita.

5.3. Reescreve-a utilizando a forma activa.

6. No penúltimo parágrafo utiliza-se o discurso directo.

6.1. Rescreve o antepenúltimo e o penúltimo parágrafo utilizando o discurso indirecto.

6.2. Qual das duas opções te parece mais expressiva? Justifica.

CONTO «A AIA» DE EÇA DE QUEIRÓS

A Aia



Era uma vez um rei, moço e valente, senhor de um reino abundante em cidades e searas, que partira a batalhar por terras distantes, deixando solitária e triste a sua rainha e um filhinho, que ainda vivia no seu berço, dentro das suas faixas.
A lua cheia que o vira marchar, levado no seu sonho de conquista e de fama, começava a minguar, quando um dos seus cavaleiros apareceu, com as armas rotas, negro do sangue seco e do pó dos caminhos, trazendo a amarga nova de uma batalha perdida e da morte do rei, trespassado por sete lanças entre a flor da sua nobreza, à beira de um grande rio.
A rainha chorou magnificamente o rei. Chorou ainda desoladamente o esposo, que era formoso e alegre. Mas, sobretudo, chorou ansiosamente o pai, que assim deixava o filhinho desamparado, no meio de tantos inimigos da sua frágil vida e do reino que seria seu, sem um braço que o defendesse, forte pela força e forte pelo amor.
Desses inimigos o mais temeroso era seu tio, irmão bastardo do rei, homem depravado e bravio; consumido de cobiças grosseiras, desejando só a realeza por causa dos seus tesouros, e que havia anos vivia num castelo sobre os montes, com uma horda de rebeldes, à maneira de um lobo que, de atalaia no seu fojo, espera a presa. Ai! a presa agora era aquela criancinha, rei de mama, senhor de tantas províncias, e que dormia no seu berço com seu guizo de oiro fechado na mão!
Ao lado dele, outro menino dormia noutro berço. Mas era um escravozinho, filho da bela e robusta escrava que amamentava o príncipe. Ambos tinham nascido na mesma noite de Verão. O mesmo seio os criara. Quando a rainha, antes de adormecer, vinha beijar o principezinho, que tinha o cabelo louro e fino, beijava também, por amor dele, o escravozinho, que tinha o cabelo negro e crespo. Os olhos de ambos reluziam como pedras preciosas. Somente, o berço de um era magnífico de marfim entre brocados, e o berço de outro, pobre e de verga. A leal escrava, porém, a ambos cercava de carinho igual, porque, se um era o seu filho, o outro seria o seu rei.
Nascida naquela casa real, ela tinha a paixão, a religião dos seus senhores. Nenhum pranto correra mais sentidamente do que o seu pelo rei morto à beira do grande rio. Pertencia, porém, a uma raça que acredita que a vida da terra se continua no céu. O rei seu amo, decerto, já estaria agora reinando em outro reino, para além das nuvens, abundante também em searas e cidades. O seu cavalo de batalha, as suas armas, os seus pajens tinham subido com ele às alturas. Os seus vassalos, que fossem morrendo, prontamente iriam, nesse reino celeste, retomar em torno dele a sua vassalagem. E ela, um dia, por seu turno, remontaria num raio de lua a habitar o palácio do seu senhor, e a fiar de novo o linho das suas túnicas, e a acender de novo a caçoleta dos seus perfumes; seria no céu como fora na terra, e feliz na sua servidão.
Todavia, também ela tremia pelo seu principezinho! Quantas vezes, com ele pendurado do peito, pensava na sua fragilidade, na sua longa infância, nos anos lentos que correriam, antes que ele fosse ao menos do tamanho de uma espada, e naquele tio cruel, de face mais escura que a noite e coração mais escuro que a face, faminto do trono, e espreitando de cima do seu rochedo entre os alfanges da sua horda! Pobre principezinho da sua alma! Com uma ternura maior o apertava nos braços. Mas o seu filho chalrava ao lado, era para ele que os seus braços corriam com um ardor mais feliz. Esse, na sua indigência, nada tinha a recear a vida. Desgraças, assaltos da sorte má nunca o poderiam deixar mais despido das glórias e bens do mundo do que já estava ali no seu berço, sob o pedaço de linho branco que resguardava a sua nudez. A existência, na verdade, era para ele mais preciosa e digna de ser conservada que a do seu príncipe, porque nenhum dos duros cuidados com que ela enegrece a alma dos senhores roçaria sequer a sua alma livre e simples de escravo. E, como se o amasse mais por aquela humildade ditosa, cobria o seu corpinho gordo de beijos pesados e devoradores, dos beijos que ela fazia ligeiros sobre as mãos do seu príncipe.
No entanto, um grande temor enchia o palácio, onde agora reinava uma mulher entre mulheres. O bastardo, o homem de rapina, que errava no cimo das serras, descera à planície com a sua horda, e já através de casais e aldeias felizes ia deixando um sulco de matança e ruínas. As portas da cidade tinham sido seguras com cadeias mais fortes. Nas atalaias ardiam lumes mais altos. Mas à defesa faltava disciplina viril. Uma roca não governa como uma espada. Toda a nobreza fiel perecera na grande batalha. E a rainha desventurosa apenas sabia correr a cada instante ao berço do seu filhinho e chorar sobre ele a sua fraqueza de viúva. Só a ama leal parecia segura, como se os braços em que estreitava o seu príncipe fossem muralhas de uma cidadela que nenhuma audácia pode transpor.
Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão, indo ela a adormecer, já despida, no seu catre, entre os seus dois meninos, adivinhou, mais que sentiu, um curto rumor de ferro e de briga, longe, à entrada dos vergueis reais. Embrulhada à pressa num pano, atirando os cabelos para trás, escutou ansiosamente. Na terra areada, entre os jasmineiros, corriam passos pesados e rudes. Depois houve um gemido, um corpo tombando molemente, sobre lajes, como um fardo. Descerrou violentamente a cortina. E além, ao fundo da galeria, avistou homens, um clarão de lanternas, brilhos de armas... Num relance tudo compreendeu: o palácio surpreendido, o bastardo cruel vindo roubar, matar o seu príncipe! Então, rapidamente, sem uma vacilação, uma dúvida, arrebatou o príncipe do seu berço de marfim, atirou-o para o pobre berço de verga, e, tirando o seu filho do berço servil, entre beijos desesperados, deitou-o no berço real que cobriu com um brocado.
Bruscamente um homem enorme, de face flamejante, com um manto negro sobre a cota de malha, surgiu à porta da câmara, entre outros, que erguiam lanternas. Olhou, correu o berço de marfim onde os brocados luziam, arrancou a criança como se arranca uma bolsa de oiro, e, abafando os seus gritos no manto, abalou furiosamente.
O príncipe dormia no seu novo berço. A ama ficara imóvel no silêncio e na treva.
Mas brados de alarme atroaram, de repente, o palácio. Pelas janelas perpassou o longo flamejar das tochas. Os pátios ressoavam com o bater das armas. E desgrenhada, quase nua, a rainha invadiu a câmara, entre as aias, gritando pelo seu filho! Ao avistar o berço de marfim, com as roupas desmanchadas, vazio, caiu sobre as lajes num choro, despedaçada. Então, calada, muito lenta, muito pálida, a ama descobriu o pobre berço de verga... O príncipe lá estava quieto, adormecido, num sonho que o fazia sorrir, lhe iluminava toda a face entre os seus cabelos de oiro. A mãe caiu sobre o berço, com um suspiro, como cai um corpo morto.
E nesse instante um novo clamor abalou a galeria de mármore. Era o capitão das guardas, a sua gente fiel. Nos seus clamores havia, porém, mais tristeza que triunfo. O bastardo morrera! Colhido, ao fugir, entre o palácio e a cidadela, esmagado pela forte legião de archeiros, sucumbira, ele e vinte da sua horda. O seu corpo lá ficara, com flechas no flanco, numa poça de sangue. Mas, ali dor sem nome! O corpozinho tenro do príncipe lá ficara também envolto num manto, já frio, roxo ainda das mãos ferozes que o tinham esganado! Assim tumultuosamente lançavam a nova cruel os homens de armas, quando a rainha, deslumbrada, com lágrimas entre risos, ergueu nos braços, para lho mostrar, o príncipe que despertara.
Foi um espanto, uma aclamação. Quem o salvara? Quem?... Lá estava junto do berço de marfim vazio, muda e hirta, aquela que o salvara! Serva sublimemente leal! Fora ela que, para conservar a vida ao seu príncipe, mandara à morte o seu filho... Então, só então, a mãe ditosa, emergindo da sua alegria extática, abraçou apaixonadamente a mãe dolorosa, e a beijou, e lhe chamou irmã do seu coração... E de entre aquela multidão que se apertava na galeria veio uma nova, ardente aclamação, com súplicas de que fosse recompensada magni6camente a serva admirável que salvara o rei e o reino.
Mas como? Que bolas de oiro podem pagar um filho? Então um velho de casta nobre lembrou que ela fosse levada ao Tesoiro real, e escolhesse de entre essas riquezas, que eram como as maiores dos maiores tesouros da Índia, todas as que o seu desejo apetecesse...
A rainha tomou a mão da serva. E sem que a sua face de mármore perdesse a rigidez, com um andar de morta, como um sonho, ela foi assim conduzida para a Câmara dos Tesouros. Senhores, aias, homens de armas, seguiam, num respeito tão comovido, que apenas se ouvia o roçar das sandálias nas lajes. As espessas portas do Tesoiro rodaram lentamente. E, Quando um servo destrancou as janelas, a luz da madrugada, já clara e rósea, entrando pelos gradeamentos de ferro, acendeu um maravilhoso e faiscante incêndio de oiro e pedrarias! Do chão de rocha (1) até às sombrias abóbadas, por toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro, as armas marchetadas, os montões de diamantes, as pilhas de moedas, os longos fios de pérolas, todas as riquezas daquele reino, acumuladas por cem réis durante vinte séculos. Um longo – ah! – lento e maravilhado, passou por sobre a turba que emudecera. Depois houve um silêncio ansioso. E no meio da câmara, envolta na refulgência preciosa. a ama não se movia... Apenas os seus olhos, brilhantes e secos, se tinham erguido para aquele céu que, além das grades, se tingia de rosa e de oiro. Era lá, nesse céu fresco de madrugada, que estava agora o seu menino. Estava lá, e já o Sol se erguia, e era tarde, e o seu menino chorava decerto, e procurava o seu peito!... E então a ama sorriu e estendeu a mão. Todos seguiam, sem respirar aquele lento mover da sua mão aberta. Que jóia maravilhosa, que fio de diamantes, que punhado de rubis ia ela escolher?
A ama estendia a mão, e sobre um escabelo ao lado, entre um molho de armas, agarrou um punhal. Era um punhal de um velho rei, todo cravejado de esmeraldas, e que valia uma província.
Agarrara o punhal, e com ele apertado fortemente na mão, apontando para o céu, onde subiam os primeiros raios do Sol, encarou a rainha, a multidão, e gritou:
– Salvei o meu príncipe, e agora... vou dar de mamar ao meu filho.
E cravou o punhal no coração.

_________________________
(1) Falta o resto do jornal onde o conto foi inicialmente publicado.



Eça de Queirós, Contos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

FICHA DE TRABALHO SOBRE «A NOTÍCIA»

1. Lê a notícia seguinte com atenção. Depois responde às questões:
Esteve em Alvalade, mas... remeteu-se ao silêncio (A

SÁ PINTO PARA ALEGRAR (B
(C Ricardo Sá Pinto voltou ontem, por 90 minutos a Alvalade. O jogador, cuja suspensão de competir termina a 21 de Julho, remeteu-se ao silêncio.
(D Sá Pinto surgiu em Alvalade acompanhado por Paulo Abreu e remeteu-se ao silêncio, atitude que decidiu tomar desde que saiu para Espanha. Ainda teve o prazer de ouvir a Juve Leo cantar o seu nome e de levar muitas palmadas dos amigos. Pelos vistos, e pelo resultado final, o seu regresso, ainda que temporário, a Alvalade motivou e alegrou os antigos companheiros de equipa. Sá Pinto regressa hoje a San Sebastian.
( "A BOLA", 22/3/06)
a) Que nome dás às partes indicadas pelas letras?:

(A___________________________________________________________;
(B___________________________________________________________;
(C___________________________________________________________;
(D___________________________________________________________.

b) Copia o lead.
2. Classifica morfologicamente as palavras:

Ricardo

jogador

surgiu

prazer

seu

temporário

antigos

II

1. Complete correctamente os espaços em branco.

a) O que é uma notícia?

b) A função da linguagem utilizada na produção de uma notícia é a função _____________________ e o seu objectivo é ____________________. A linguagem utilizada tem que ser ___________________ por forma a permitir uma única _____________________ por parte dos inúmeros leitores.
c) O _______________ é a pessoa que vende ou distribui os jornais.
d) Chama-se __________________ a uma publicação informativa publicada uma vez por semana e ______________________ a um jornal publicado de manhã.

2. Atente na seguinte notícia.

"Prestige" continua a derramar fuelóleo

Quarta maré negra
A Quarta maré negra, proveniente do derrame do "Prestige", atingiu, este Domingo, as praias galegas a Norte do cabo Finisterra, o que veio tornar ainda mais difícil a limpeza da orla costeira.

Esta nova vaga pode ser resultado de um mancha à deriva não assinalada pelas equipas de vigilância, de acordo com António Alonso, adjunto do presidente da Câmara de Camarina, uma das vilas mais afectada pela crise. O "Prestige" tem vinte fissuras detectadas, algumas delas ainda não soldadas pelo mini-submarino francês não tripulado, o Nautile, continuando a derramar fuelóleo.
O trabalho de limpeza, este Domingo, foi feito com alguma dificuldade, devido às más condições atmosféricas que se verificam na região, com chuvas e ventos fortes. Mais de oito mil pessoas, entre voluntários e militares, trabalham este fim-de-semana prolongado em Espanha, "sem os meios adequados para fazer face ao problema", segundo um porta-voz dos pescadores. O "Prestige" encontra-se a uma profundidade de 3600 metros, ao largo da costa galega.
No total, já foram recolhidas cerca de 16 mil toneladas de crude nas operações de limpeza.
Público, 24/03/02


2.1. Leia atentamente a notícia e responda às seguintes questões.

a) Quem? ________________________________________________
b) O quê?________________________________________________
c) Quando? ______________________________________________
d) Onde? ________________________________________________
e) Como? ________________________________________________
f) Porquê? _______________________________________________

3. Analise sintacticamente as frases seguintes:

a) A maré negra atingiu, este Domingo, as praias galegas.
b) O trabalho de limpeza, este Domingo, foi feito com alguma dificuldade.

III

Produção de Texto
a) Considerando as seguintes perguntas e respostas, redija uma notícia. Não se esqueça de respeitar a sua estrutura.

Quem? os alunos do Curso de IOSI (maiores de 18 anos)
O quê? foram assistir a uma peça de teatro
Quando? Quarta-feira, dia 26 de Março
Onde? Teatro São João, no Porto

Porquê? promover hábitos culturais e incentivar os formandos para o género dramático
Como? Transporte do Centro de Formação Profissional do Porto

A NOTÍCIA


A notícia é um texto do domínio da comunicação social, com carácter informativo. Relata acontecimentos novos ou situações pouco habituais. O que a caracteriza é a actualidade, a objectividade, a brevidade e o interesse geral.

Na notícia, as informações devem ser apresentadas por ordem decrescente de importância: as mais importantes no início (TÍTULO E LEAD) e as menos importantes no CORPO DA NOTÍCIA.

A linguagem da notícia deve:

· Ser clara, simples, concisa e exacta;
· Empregar um vocabulário corrente;
· Recorrer, preferencialmente, ao nome e ao verbo, evitando os adjectivos valorativos;
· Utilizar a terceira pessoa (o jornalista nunca escreve “eu”);


Título – encabeça a notícia; deve ser preciso e expressivo, a fim de captar a atenção do leitor.

Está de acordo com o LEAD e pode fazer-se acompanhar de um antetítulo e / ou de um subtítulo.


Lead (cabeça ou parágrafo-guia) – primeiro parágrafo que resume o que aconteceu. Tem como objectivos captar a atenção do leitor e fornecer-lhe as informações fundamentais. Deve, pois, responder às seguintes questões essenciais:


- QUEM?;

- O QUÊ?;

- ONDE?

- QUANDO?.


Corpo da notícia – restantes parágrafos onde se dão outras informações menos importantes. Responde, normalmente, às questões COMO? e PORQUÊ?.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MASS MEDIA

MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os jornais, tal como as revistas, a rádio e a televisão são considerados “Mass Media”, que é uma expressão inglesa que significa “Meios de Comunicação de Massa”, ou seja, são todos os meios de comunicação que se dirigem a um vasto público. Estes mios são muito importantes na vida das pessoas em todo o mundo e objecto de discussão quanto ao seu papel na sociedade. Muitas pessoas acusam-nos de ser a razão de todos os males, outros pelo contrário, só lhes encontram qualidades.

Completa , de acordo com a tua opinião, as vantagens e desvantagens dos mesmos:
* VANTAGENS:
- Mantêm as pessoas informadas de tudo o que se passa no mundo.
- Permitem a diversão e momentos de lazer.
- ...
* DESVANTAGENS:
- Diminuem o tempo de convívio familiar na medida em que “deixamos de conviver” para estarmos atentos ao que se vai passando nos meios de comunicação social.
- ...

COMUNICAÇÃO SOCIAL

COMUNICAÇÃO SOCIAL - ARMA SECRETA

A comunicação social enche as nossas casas, impede-nos o caminho, ocupa-nos o tempo de lazer ou serve-nos de companhia ao longo da via­gem. Já não somos capazes de viver sem os "mass media"! Já não con­seguimos passar sem o noticiário, as imagens da televisão ou os comentários jornalísticos! A imprensa escrita, a radiodifusão, a televisão e o cinema tornaram-se indispensáveis à vida do homem.
Com a invenção dos satélites de telecomunicações e com a expansão da informática, os "media" transformaram-se em forças poderosas que não se limitam ao campo meramente informativo, mas tendem a modificar a mentalidade, a cultura e o comportamento do homem. Chegam de todo o lado, invadem o espaço e impõem as suas ideologias e os seus modelos culturais. Por vezes, cortam ou relegam para segundo plano o diálogo entre as pessoas.
Como diz F. Nietzsche, "quando se conhece o leitor, já nada se faz pelo leitor...". E o perigo dos "media" reside no facto de conhecer o leitor ape­nas como ser facilmente influenciável, a quem se deve oferecer tudo o que ele deseja sem qualquer preocupação. Inventam-se novos valores, desper­tam-se novos interesses, criam-se imagens de bem-estar. Por isso, a comu­nicação social começa a levantar problemas ao homem e às próprias instituições. Pelo seu enorme poder e a sua capacidade persuasiva começa a transformar-se na arma secreta de todos aqueles que conseguem ter nas mãos os principais meios de comunicação escrita ou audiovisual.
Compreender o mundo que nos é oferecido pelos meios de comunicação social é extremamente importante para que continuemos a ser homens individuais, criadores e dotados de uma personalidade própria.

Compreensão da Mensagem

1. A mensagem obedece a uma determinada estrutura das ideias.

1.1. Divide o texto nos seus momentos principais.

1.2. Identifica a ideia de cada um desses momentos.

2. "Já não somos capazes de viver sem os mass media."

2.1. Mostra a importância dos meios de comunicação social na vida dos homens.

2.2. Distingue os benefícios e malefícios da dependência da comunicação social.

3. " ... começa a transformar-se na arma secreta..." (linhas 20-21)

3.1. Enumera alguns dos problemas que a comunicação social levanta ao homem.3.2. Justifica a expressão de que a comunicação social "começa a transformar-se na arma secreta ".

«MASS MEDIA»: MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ou "MASS MEDIA"


"Mass media" é uma palavra inglesa que significa intermediário ou suporte de massas.

"Os "mass media" são ao mesmo tempo canais de difusão e meios de expressão que se dirigem não a um indivíduo personalizado mas a um "público-alvo" definido por características sócio-económicas e culturais, em que todos os receptores são anónimos."

(A. Moles, La Communication et les mass media, Gérard-Marabout, 1971.)


O telefone não entra na categoria dos "mass media", o cinema, a rádio, a televisão, a imprensa, o livro (com algumas reservas), a publicidade mural são "mass media". O teatro, na sua forma social corrente, é-o sob fortes reservas: não existe nele um carácter de amplificação devido ao medium em si, nem ao anonimato do público-alvo.

Marc Angenot, Glossário da crítica contemporânea


Compreensão da Mensagem

1. Por palavras tuas, define mass media.

2. Identifica os receptores dos meios de comunicação social.

3. Enumera os meios de comunicação social.

4. Que meio de comunicação actual não é mencionado neste texto?

Estrutura da Língua

1. Faz o levantamento das palavras esdrúxulas.

2. Identifica os estrangeirismos presentes no texto.

3. Relembra a formação das palavras: palavras derivadas por sufixação e prefixação - palavras compostas por aglutinação e justaposição.

3.1. A partir do texto, dá exemplos de palavras compostas e palavras derivadas.

4. "O telefone não entra na categoria dos mass media."

4.1. Faz a decomposição da frase nos seus constituintes fundamentais.

4.2. Identifica o sujeito e o predicado.

4.3. Faz o levantamento dos determinantes que se encontram na frase.

5. "... na sua forma social corrente."

5.1. Distingue as subclasses de determinantes que encontras na expressão.

5.2. Identifica os adjectivos.