segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Carta Privada e a Carta Oficial / Comercial


A CARTA

A Carta

A carta é um texto escrito dirigido a uma pessoa ausente e tem uma estrutura própria. Observe:


Lista de Verificação da Estrutura da carta:

1. Registei o local e a data no canto superior direito;
2. Escrevi, na data, o mês por extenso;
3. Separei o local da data por vírgula;
4. Deixei uma margem à esquerda e outra à direita;
5. Comecei a carta com uma saudação ao destinatário;
6. Alinhei a saudação com o início dos parágrafos;
7. Fiz parágrafo a seguir à saudação ao destinatário;
8. O corpo da carta tem uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão;
9. O corpo da carta tem três ou mais parágrafos;
10. A carta inclui uma curta despedida;
11. Assinei a carta, no canto inferior direito.

DISTINÇÃO: TEXTO LITERÁRIO E UTILITÁRIO


TEXTO NÃO LITERÁRIO E TEXTO LITERÁRIO


O CONVITE

Convite

O texto do convite obedece sempre a uma estrutura semelhante à que, abaixo, se apresenta. Mesmo assim há pequenas variantes, conforme se pretenda: mais ou menos formal.

O RESUMO

O resumo apresenta de forma sumária as ideias desenvolvidas num texto, tendo em conta a ordem pela qual são apresentadas. Para tal, é necessário:

1.
- Ler atentamente o texto;
- Apreender a globalidade da mensagem transmitida;
- Dividir o texto em partes;
- Eliminar as ideias secundárias e acessórias.

2.
- Construir um texto, evidenciando as ideias principais;
- Não utilizar frases ou partes do próprio texto;
- Utilizar uma linguagem clara e precisa;
- Respeitar as regras de pontuação, sintaxe e ortografia.

NOTA: O resumo não deve ultrapassar um terço do texto original.

Evidentemente, alguns resumos são mais fáceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organização e da extensão do texto original. Assim, um texto não muito longo e cuja estrutura seja perceptível à primeira leitura, apresentará poucas dificuldades a quem resume. Em todo o caso, quem domina a técnica - e esse domínio só se adquire com a prática - não encontrará obstáculos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.

Os resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.

Actividade

1. Lê o texto A e repara no resumo que foi feito a partir dele.





Em Portugal, sabe (o escritor) que não houve só boas reacções ao Prémio Nobel (ou "Nobél", como diz José Saramago seguindo a fonética sueca).
Houve quem confundisse a grandeza do prémio com o comprometimento político do escritor. Mas disso Saramago prefere não falar. A inveja é o sentimento mais mesquinho que existe" diz. " Não devemos perder tempo a falar de sentimentos maus, falemos antes dos bons sentimentos" frisa o autor.
É para falar de coisas boas que o escritor vai estar em Lisboa e depois no Porto, onde tal como já estava combinado antes, vai participar num encontro de escritores ibero-americanos. "Porque os escritores não fazem cimeiras, encontram-se para falar".

in Diário de Notícias, 98.10.13

2. Resumo do texto A

Em Portugal, não houve só boas reacções ao Prémio Nobel. Ligaram-no ao comprometimento político de Saramago. Mas o escritor recusa-se falar dessas reacções que atribui à inveja.
É para falar de coisas boas que virá a Lisboa e ao Porto, onde participará num encontro de escritores ibero-americanos.

3. Resume este texto apresentado.

O Prazer das histórias



Começou a escrever histórias aos 60 anos, mas há muito que as contava aos seus alunos. Albano Estrela, 71 anos, professor jubilado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, acredita piamente nas potencialidades educativas de uma boa narrativa e considera que são os discípulos que fazem o mestre e não o inverso. Estas e outras ideias, nem sempre muito bem recebidas nos meios académicos (como admite) fazem a singularidade do seu livro, Estórias com Pedagogia Dentro.
Apresenta-se como alguém que nunca saiu da escola. Com uma surpreendente capacidade de auto-ironia, Albano Estrela diz que o mundo exterior à sala de aulas sempre o assustou, mas o que se compreende ao longo da conversa é que foi o amor, e não o medo, que o convenceu a ficar. Filho de um antigo presidente do Sport Comércio e Salgueiros (popular associação desportiva do Porto), tornou-se professor por vocação e foi um dos pioneiros das Ciências da Educação em Portugal. Aposentado aos 70 anos por imposição burocrática, «continua» na sua bem-amada escola através da escrita, como o demonstram as crónicas que regularmente publica no site da Porto Editora, o «Educare», e o seu livro mais recente.

(in Visaoonline)

CONVOCATÓRIA

É um documento que chama os sócios para reunir, elaborado por quem tem poderes institucionais para o fazer. Normalmente, é dada a conhecer por aviso (ou postal) a cada participante, com a antecedência considerada necessária - nas associações é de oito dias - contendo:

_ o dia, a hora e o local da reunião;
_ a respectiva Ordem de trabalhos;
_ o assunto ou assuntos a serem tratados na reunião;
_ o tipo de sessão ou reunião - ordinária ou extraordinária;
_ a data em que ele é feita;
_ a pessoa que a emite e o seu cargo;
_ a assinatura desta mesma pessoa.


Actividade

Redige a acta da reunião convocada pela seguinte:




A ACTA




A acta reproduz os factos, as decisões e opiniões reportadas a assembleias, reuniões ou conselhos. É o relato oficial de tudo o que se passou durante a reunião de uma instituição, departamento, secção, conselho ou grupo de trabalho.
A acta é elaborada pelo secretário da reunião que tem a difícil e penosa tarefa de, ao longo dela, recolher os apontamentos indispensáveis à sua posterior elaboração. Deve ser escrita no livro de actas, cujas folhas devem estar rubricadas e numeradas, pelo Presidente da Mesa da Assembleia, o mesmo acontecendo com os termos de abertura e de encerramento.
A redacção da acta deve ser simples, concisa e clara; não deve haver abreviaturas e os números tal como as datas escrevem-se por extenso; intervalos em branco, entrelinhas e rasuras são eliminados.
A acta é o meio de formação da "vontade colectiva"; o elemento de prova e de interpretação dessa vontade; o registo da vida da instituição.

Conteúdo de uma acta:

A acta deve conter os seguintes elementos:


1. Recebe o número que lhe calhar;
2. Começa com a indicação do dia, mês, ano e hora em que teve lugar a sessão;
3. Indica o local da reunião;
4. Menciona o tipo de reunião: se ordinária, se extraordinária, se realizada em primeira convocatória, se em segunda convocatória;
5. Indica o nome dos presentes;
6. Inclui a Ordem de Trabalhos, na íntegra e tal como foi enviada na convocatória;
7. Refere a hora a que se iniciou e o número de sócios presentes;
8. Menciono a leitura, a votação e a aprovação da acta da sessão anterior, caso exista para aprovação;
9. Regista as comunicações feitas pelo Presidente da Mesa;
10. Retém os nome dos intervenientes e o resumo das suas considerações;
11. Inclui ainda o resultado de qualquer votação que tenha tido lugar;
12. Regista a fórmula de encerramento;
13. Deve ser assinada pelo presidente e pelo secretário.

BIOGRAFIA

Biografia

A biografia é um texto que relata a vida de uma pessoa, respeitando a ordem cronológica.
Conforme o seu objectivo, a biografia pode ser uma resumida (nota biográfica ou livro). A elaboração de uma biografia necessita de uma recolha prévia de informação: entrevista à pessoa em causa; depoimento de familiares, amigos, pessoas conhecidas; consulta de documentos.

Para produzir uma biografia:

- Redija na 3.ª pessoa;
- Integre, de forma organizada, datas, lugares, pessoas e factos marcantes da vida da pessoa biografada;
- Opte por um relato informativo ou por uma narrativa que destaca e valoriza determinados acontecimentos do percurso da pessoa biografada.



AUTOBIOGRAFIA de Sophia de Mello Breyner Andresen


«Nasci no Porto mas vivo há muito em Lisboa.
Durante a minha infância e juventude passava os verões na praia da Granja, de que falo em tantos dos meus poemas e contos.
Estudei no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Porto, e quando tinha 17 anos inscrevi-me na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Clássica, curso que, aliás, não terminei. Antes de 25 de Abril de 1974 fiz parte de diversas organizações de resistência, tendo sido um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos.
Depois de 25 de Abril de 1974 fui deputada à Assembleia Constituinte (1975-1976) e detesto escrever currículos...
[...]
Comecei a inventar histórias para crianças quando os meus filhos tiveram sarampo. Era no inverno e o médico tinha dito que eles deviam ficar na cama, bem cobertos, bem agasalhados. Para isso era preciso entretê-los o dia inteiro. Primeiro, contei todas as histórias que sabia. Depois, mandei comprar alguns livros que tentei ler em voz alta. Mas não suportei a pieguice da linguagem nem a sentimentalidade da "mensagem"; uma criança é uma criança, não é um pateta. Atirei os livros fora e resolvi inventar. Procurei a memória daquilo que tinha fascinado a minha própria infância. Lembrei-me de que quando eu tinha 5 ou 6 anos e vivia numa casa branca na duna - a minha mãe me tinha contado que nos rochedos daquela praia morava uma menina muito pequenina. Como nesse tempo, para mim, a felicidade máxima era tomar banho entre os rochedos, essa menina marinha tornou-se o centro das minhas imaginações. E a partir desse antigo mundo real e imaginário, comecei a contar a história a que mais tarde chamei Menina do Mar.
Os meus filhos ajudavam. Perguntavam:
- De que cor era o vestido da menina?
O que é que fazia o peixe?
Aliás, nas minhas histórias para crianças quase tudo é escrito a partir dos lugares da minha infância.»


in De que são feitos os sonhos

FICHA DE TRABALHO SOBRE «O RETRATO»

Retrato / Auto-retrato
"Magro, de olhos azuis, carão moreno",
como o poeta se auto-retratou e como o pintor (Elói) o viu



Magro, de olhos azuis, carão moreno,
bem servido de pés, meão na altura,
triste de facha, o mesmo de figura,
nariz alto no meio e não pequeno.

Incapaz de assistir num só terreno,
mais propenso ao furor do que à ternura,
bebendo em níveas mãos por taça escura
de zelos infernais letal veneno.

Devoto incensador de mil deidades
(digo, de moças mil) num só momento
e somente no altar amando os frades,

eis Bocage, em quem luz algum talento.
Saíram dele mesmo estas verdades
num dia em que se achou mais pachorrento.

Bocage

1. Delimita, no soneto de Bocage, a apresentação das suas características:

- físicas;
- psicológicas;
- ideológico-afectivas.

2. Demonstra que o auto-retrato físico do sujeito poético se aproxima da caricatura.

3. Relê a segunda e a terceira estrofes do poema.

3.1. Transcreve do poema o(s) verso(s) que exprimem, em relação ao eu poético:

- a incapacidade de se fixar;
- o temperamento arrebatador;
- a inconstância no amor;
- o seu suposto anticlericalismo.

3.2. Relaciona o sentido dos dois primeiros versos do primeiro terceto com o do primeiro verso da segunda quadra.

4. De que forma o último terceto atesta a autenticidade do auto-retrato apresentado?

5. Indica as principais características formais do poema.

O RETRATO

RETRATO




Descrever uma personagem corresponde a elaborar um retrato.

Este texto deve seguir uma estrutura lógica: do geral para o particular ou do particular para o geral; do físico para o psicológico ou do psicológico para o físico. O retrato é constituído por elementos de caracterização física, psicológica e social.

Para produzir um retrato:

- Descreva a pessoa ou personagem através dos traços físicos que a caracterizam, desde o aspecto geral aos pormenores (fisionomia, vestuário, gestos, etc.);

- Indique traços psicológicos e de carácter revelados pela pessoa ou personagem, através das suas atitudes e do seu comportamento;

- Refira o enquadramento e condição social da pessoa ou personagem (grupo, classe social, linguagem);

- Evite a repetição dos verbos “ser” e “ter” recorra a vocabulário sugestivo e a recursos expressivos).

Exemplificação

A Senhora do Retrato


Os retratos a óleo fascinam-me. E ao mesmo tempo assustam-me. Sempre tive medo que as pessoas saíssem das molduras e começassem a passear pela casa. Para falar verdade, estou convencido que isso aconteceu algumas vezes. Em certas noites, quando eu era pequeno, ouvia passos abafados e tinha a sensação de que a casa ficava subitamente cheia de presenças. Ainda hoje não gosto de atravessar os longos corredores das velhas casas com grandes retratos pendurados nas paredes. Há olhos que nos seguem do alto e nunca se sabe o que de repente pode acontecer.
Havia na casa da tia Hermengarda um quadro deslumbrante. Ficava ao cimo das escadas, à entrada do corredor que dava para os quartos de dormir. Mesmo assim, rodeado de sombras, irradiava uma luz que só podia vir de dentro da dama do retrato.
Não sei se da blusa muito branca, se dos olhos, às vezes verdes, às vezes cinzentos. Não sei se do sorriso, às vezes alegre, às vezes triste. Eu parava muitas vezes em frente do retrato. Era talvez o único que não me assustava. Creio até que dele se desprendia uma luz benfazeja, que de certo modo me protegia.
Mas havia um mistério. Ninguém me dizia quem era a senhora do retrato. Arminda, a criada velha, benzia-se quando passava diante do quadro. Às vezes fazia
figas e estranhos sinais de esconjuração. A prima Luísa passava sem olhar.
- Essa pergunta não se faz - disse-me um dia em que lhe perguntei quem era aquela senhora.
Percebi que não gostava dela e que era um assunto proibido. Até a minha mãe me ralhou e me pediu para nunca mais fazer tal pergunta. Mas eu não resistia. Por vezes
descaía-me e dava comigo a perguntar quem era a senhora dos olhos verdes, quase cinzentos, que me sorria de dentro do retrato.
Com a minha tia-avó, eu tinha uma relação especial. Ela lia-me histórias e poemas inquietantes. Creio que troçava das convenções, talvez das próprias pessoas. Por vezes era difícil saber quando estava a sério ou a brincar. Apesar de já ser muito velha, tinha um sentido agudo do
ridículo. Foi a primeira pessoa verdadeiramente subversiva que conheci. Era óbvio que tinha um fraco por mim. Pelo menos era o único membro da família a quem ela tratava como um igual. Dormia no andar de baixo e nunca subia as escadas. Talvez por isso eu nunca lhe tinha perguntado quem era a senhora do retrato.
Um dia, farto já de tanto mistério e ralhete e, sobretudo, das gaifonas da Arminda e do ar empertigado da prima Luísa, não me contive e perguntei-lhe. A minha tia sorriu. Depois levantou-se, pegou no molho de chaves que trazia preso à cintura, abriu uma gaveta da escrevaninha e tirou um álbum muito antigo. Voltou a sentar-se e lentamente começou a mostrar-me as fotografias. Eram quase todas da senhora do retrato e do meu primo Bernardo, que há muito tinha partido para a África do Sul.
Apareciam juntos a cavalo e de bicicleta. E também de fato de banho, na praia da Costa Nova. Havia alguns em que o meu primo estava de smoking e ela de vestido de noite. Via-se também a tia Hermengarda, mais nova, por vezes os meus pais, gente que eu não conhecia. Até que chegámos à senhora do retrato já de branco vestida.
- Natacha - murmurou a minha tia, com uma
névoa nos olhos.
E depois de um silêncio:
- Ela chama-se Natália, mas eu gosto mais de Natacha, sempre a tratei assim. É preciso dizer que a tia Hermengarda tinha vivido em Moscovo no início da carreira diplomática do marido e era uma apaixonada dos autores russos, Pushkine, Dostoievski, principalmente Tolstoi, que visitou algumas vezes em Isnaia Poliana. Identificava-se com as personagens de Guerra e Paz. Creio que amava secretamente o príncipe André e gostava de ter sido Natacha. Falava muito da alma russa. Era uma propensão do seu espírito.
- Tu também tens alma russa - dizia-me. E era como se me tivesse armado cavaleiro.


Manuel Alegre, O Homem do País Azul, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989.

Compreender o texto

Vamos interpretar o texto. Seleccione a opção que lhe parece correcta para completar a frase.


1. O narrador sempre receou os retratos a óleo porque tinha medo que:

a) caíssem da moldura e nunca mais conseguisse consertá-los.
b) as pessoas retratadas partissem o vidro para poder fugir.
c) caíssem em cima dele e o matassem.
d) as pessoas saíssem da moldura e passeassem pela casa.


2. Em casa da tia Hermengarda havia um quadro que constituía um mistério porque:

a) ficava no cimo do corredor e ele não conseguia vê-lo bem.
b) ninguém sabia quem era a pessoa retratada.
c) a senhora do retrato tinha um aspecto que metia medo.
d) ninguém da família respondia às perguntas sobre a senhora retratada.


3. A tia-avó do narrador nunca passava em frente daquele retrato porque:

a) tinha medo que lhe trouxesse azar.
b) dormia no andar de baixo e não subia as escadas.
c) não dava importância ao assunto.
d) nunca descia as escadas e dormia no andar de cima.


4. O narrador teve informações sobre o retrato quando a tia Hermengarda lhe:

a) apresentou algumas roupas da senhora.
b) mostrou fotografias e contou a história da senhora.
c) disse que a senhora tinha sido casada com Pushkine.
d) explicou que a senhora era Natalina e lhe chamavam Natacha.


5. Hermengarda falava muito da alma russa:

a) porque tinha vivido em Moscovo durante a sua carreira diplomática.
b) porque tinha vivido em Minsk no início da carreira diplomática do marido.
c) e dos autores russos, principalmente Tolstoi.
d) e de Tolstoi que gostava de ter conhecido.

Nota Biográfica de:


Manuel Alegre nasceu em 1936, em Águeda. Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, estudou Direito na Universidade de Coimbra, participando activamente na vida académica e nos acontecimentos que marcaram a luta contra a ditadura, na década de sessenta do século XX. Mobilizado para Angola em 1962, viria a ser preso pela PIDE, durante seis meses, na prisão de S. Paulo de Luanda, no seguimento de uma tentativa de rebelião contra o regime e contra a guerra colonial. Para não ser de novo preso, saiu para o exílio no Verão de 1964, passando os dez anos seguintes em Argel. Regressou a Portugal em Maio de 1974, na sequência da revolução de 25 de Abril.
Figura da vida política portuguesa, Manuel Alegre tem desenvolvido, ao mesmo tempo, uma intensa actividade literária, sobretudo no domínio da poesia.
Entre a obra do autor, destacam-se os seguintes títulos:
Poesia: Praça da Canção (1965); O Canto e as Armas (1967); Atlântico (1961); Alentejo e Ninguém (1996); Senhora das Tempestades (1998);
Ficção: Jornada de África (1989); O Homem do País Azul (1989) e Alma (1995)


SABIA QUE…?

«A Senhora do Retrato», título do conto de Manuel Alegre, evoca um género com uma longa tradição na pintura europeia, desde os alvores do Renascimento – o retrato.
Sabia que no Museu Nacional de Arte Antiga podemos encontrar um quadro de um pintor anónimo do século XVI intitulado... «Retrato de uma Senhora»?! E, mais próximo de nós, sabia que
Retrato de Senhora é também o título de um quadro de António Soares (1894-1978)?
Preocupados com a reprodução dos traços físicos ou procurando captar e sugerir o perfil psicológico da pessoa retratada, muitos foram os artistas que cultivaram o género ao longo do tempo. Transpuseram para a tela personagens do seu círculo, individualmente ou em grupo, e nenhum artista escapou à tentação de uma variante do género: o auto-retrato.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

GRADUAÇÃO DOS ADJECTIVOS


No sketch «Estava balofa», surge com muita frequência uma dada classe de palavras (sobretudo no fim das frases que a senhora mais velha profere: «balofa», «nojenta», «gorda», «magra», «forte», «inchada», «luzidia», «pesadona», «grande»).


Qual é essa classe?


_________ {interjeições / adjectivos / nomes / preposições / verbos / conjunções / advérbios / determinantes / pronomes}.


Escreve outras palavras da mesma classe (mas que não aparecessem no sketch): ______; _______; _______; ________. Com uma delas forma um advérbio de modo: ________.


Algumas das palavras do sketch apareciam flexionadas em grau:

a) muito mais magra [do que antes];

b) mais magra [do que antes];

c) muito gorda;

d) gorda.


Faz-lhes corresponder um destes graus:


(1) superlativo absoluto analítico;

(2) superlativo absoluto sintético;

(3) normal;

(4) comparativo de superioridade;

(5) comparativo de inferioridade;

(6) comparativo de igualdade;

(7) superlativo relativo de superioridade;

(8) superlativo relativo de inferioridade.


// a). ___; b) ___; c) ___; d) ___.


«Parecia porca / Parecia uma porca.»

Classifica morfologicamente (isto é, indica a classe) das duas palavras «porca». Na primeira frase é ________. Na segunda, _______. Repara que se trata de palavras diferentes (embora iguais na aparência). Em termos do processo de formação, o que aconteceu foi o seguinte. Tínhamos «porca», pertencente a uma dada classe, a dos _______. Essa palavra levou ao aparecimento de «porca» agora como palavra de outra classe, a dos ________.


Como se designa este processo de formação? ___________.


Foi o mesmo processo que ocorreu com as palavras em baixo. (Completa as lacunas com as suas classes.)


[o] burro (____) > [é] burro (_____)
falar (____) > [um] falar (____)
[o/um] diabo (____) > Diabo! (_____)

Vejamos ainda outra classe. Indica a classe das palavras em itálico:


1.Sentiu-se mal, com certeza. // mal — ________
2. Sinto-me bem. // bem — _______

Nestas frases, «bem» e «mal» modificam palavras que pertencem à classe dos __________.


Em «Sinto-me melhor [do que como estava antes]», melhor é um _______ {adjectivo / advérbio} no grau ______. Se «melhor» estivesse no grau normal, a frase ficava assim: «_________».


a) uma dietazinha;

b) as dietas;

c) uma dietazona.

Indica a classe («morfológica») das palavras em itálico: _________.


Não são apenas os adjectivos ou os advérbios que se podem flexionar em grau. Indica os graus em que estão as três palavras (aumentativo, diminutivo, normal):


a) ________; b) ________; c) ________.

DETERMINANTES


No sketch «General e soldados», interessam-nos os determinantes (palavras introdutoras dos nomes) e os pronomes (que têm papel de nomes). Distingue, nas frases seguintes, os determinantes (incluindo os numerais que desempenhem função de determinante) e os pronomes (incluindo os numerais que não sejam determinantes).

1. Eu já vos disse que eles são anões?

2. Isso é verdade.

3. Este pau sozinho matou trinta alemães.

4. Eles são trinta mil.

5. Este pau fez a segunda guerra mundial.

6. Somos só nós os três.Meu general, temos outra dúvida.

7. Ainda bem que faz essa pergunta.

8. Nós também somos muitos, soldado Meireles.

9. São uma vergonha para o exército!

10. Os inimigos dispõem unicamente de canhões, algumas metralhadoras e três mísseis.

11. São os soldados mais cobardolas que alguma vez vi na minha vida.

SINÓNIMOS


No sketch «Parvoíce com sinónimos», as personagens hesitam entre dois ou três sinónimos, tentando decidir qual das palavras tem o exacto sentido que pretendem.

As expressões que formam esses pares têm a mesma classificação morfológica. Aponta-a:


- fez / efectuei — verbos (no _________ do Indicativo).

- parece-me / dá-lhe [a sensação] — verbos (no ________ do Indicativo), na conjugação ___________.

- permite / possibilita / torna [possível] — verbos (no _______ do Indicativo).

- preciso / exacto — ____________.

- entrevista / conversa [amena] — _________ (o segundo está seguido de um __________, que funciona como atributo).

- partiu / fracturou — verbos (no _________ do Indicativo).

- continuávamos / prosseguíamos — verbos (no ________ do Indicativo).

- pergunta / questão — _________.

ADVÉRBIOS


Completa estas observações sobre o sketch «O homem que começa todas as respostas com a palavra 'não'», usando: advérbio de afirmação / negação // tipo interrogativo / declarativo / exclamativo / imperativo // forma negativa / afirmativa / passiva / activa.


No sketch há uma personagem que reage a todas as frases de ___________ ditas pelo entrevistador com frases de ___________, que, no entanto, são precedidas por um «não». Esta palavra pertence à classe dos __________, o que cria uma uma incompatibilidade com a forma da frase que se segue.Se quisermos classificar o «não» das falas que ouvimos, podemos dizer que é uma espécie de bordão (uma daquelas expressões sem significado frequentes na oralidade — «hum», «pá», etc. —, quase como tiques linguísticos).Na entrevista há também expressões que, essas sim, são adequadas à forma da frase em que se inserem, já que podem incluir-se na classe dos ___________: «sim», «realmente», «com certeza».

NÍVEIS DE LÍNGUA

Relativamente ao sketch «Policiês/Português», procura resumir a situação, completando o texto seguinte com estes termos: nível popular - nível familiar - nível corrente - nível cuidado - gíria - variedade regional.
Um polícia parece querer multar um automobilista. Ao descrever a manobra incorrecta efectuada e a sanção que vai aplicar, o polícia recorre exclusivamente ao nível de língua _____________ (usando linguagem que é mais típica de um texto escrito do que de um diálogo). Ainda por cima, vai usando alguns termos que talvez se possam considerar de uma ______________ própria, específica da profissão de polícia. Por isso, o automobilista nada percebe.
Um indivíduo que está por ali vem então traduzir o discurso do polícia para um nível de língua _____________ e, às vezes, até _____________ ou mesmo _______________.
Acaba por se perceber que o polícia aceita ser subornado, e fica tudo resolvido.Diga-se ainda que, pela pronúncia de três palavras («gra[b]e», «indi[b]íduo», «de[rr]espeito»), percebemos que o polícia fala conforme uma determinada ___________________, provavelmente a beirã (ou, então, a transmontana).

PARTICÍPIOS PASSADOS (REGULARES E IRREGULARES)


A propósito de «Concurso para ver quem é o homem mais odioso do mundo», diz o grau em que estão os adjectivos nas frases seguintes, começando por sublinhá-los:

- A sua maldade é muito boa. — Superlativo ____________________________.


- Relatem a vossa maior maldade de sempre. — ___________.


- E o Nuno já nervosíssimo, não? — _____________.


- Foi a concorrência mais apertada que já tive. — ____________.


- Sente-se odiado pelas pessoas? — _____________.


«Odiado» ou «apertada», que usamos como adjectivos, são os particípios passados dos verbos ______ e ______.

Os particípios passados da 1.ª conjugação (-ar) terminam em -ado.


Os particípios passados da 2.ª conjugação (-er) e os da 3.ª (-ir), em __________.

Mas há alguns verbos que têm dois particípios passados: um, regular, porque segue o radical do verbo, e o outro, irregular.


«O particípio irregular costuma derivar directamente do latim como cultismo, ainda que algumas vezes se tenha já formado dentro da língua portuguesa por contracção. Esquecida a sua proveniência verbal, a maior parte destes particípios são usados como simples adjectivos (cego, cativo, livre) ou inclusive como nomes (progresso, reduto).»

(In Gramática da Língua Portuguesa, de Pilar Vazques Cuesta e Maria Albertina Mendes da Luz , Edições 70, Lisboa)


Verbos com duplo particípio passado são os verbos que utilizam, na formação dos tempos compostos, a forma regular (em -ado ou -ido), geralmente com os auxiliares ter e haver; e a forma irregular, ou forte, mais curta, também chamada forma erudita por provir do latim, com os auxiliares ser e estar.

Esta é a regra geral. Mas há excepções, com alguns verbos cujos particípios passados irregulares se conjugam com os auxiliares ter e haver: coberto, escrito, ganho, gasto, pago, etc.

Apenas as formas irregulares se usam como adjectivos e são as que se empregam com os verbos andar, estar, ficar, ir e vir: «Andamos mortos de cansaço», «Fiquei preso ao arame», «Estou liberto do trabalho», «Vou directo ao assunto», «Venho aflita com as horas».

(In Guia Prático dos Verbos Portugueses, de Deolinda Monteiro e Beatriz Pessoa, Lidel, Edições Técnicas, Lda., Lisboa, Porto, Coimbra).


Abrir: («Tem/foi/esteve...»); aberto

Absorver: («O trabalho tem-nos...») absorvido; («Estive totalmente ...») absorto

Abstrair: («Tenho-me...) abstraído; abstracto

Aceitar: («Temos...) aceitado; («Foi»...) aceite

Acender: («Os fogos» têm-se...») acendido; («A luz estevetoda a noite...») acesa

Afeiçoar: («Estou/tenho-me...») afeiçoado; afecto

Afligir: («Tenho-me...») afligido; («Estive...») aflito

Agradecer: («Estou/fiquei...»); agradecido; grato

Assentar: («Tenho isso...») assentado; («Entre nós foi/esteve...») assente

Atender: («Fui/estou...») atendido; atento

Benzer: benzido; bento

Cativar: («Tenho-o...») cativado; («Estou...») cativo

Cegar: («A diabetes tem-no...») cegado; («A diabetes está a pô-lo...») cego

Cobrir: cobrido; coberto

Completar: («Um dia haveremos de o ter...») completado; («O trabalho está...») completo

Concluir: («Temos tudo...») concluído; concluso

Confundir: («Tens-te...») confundido; confuso

Convencer: («Aos poucos, tenho-o...») convencido; («Tenho-me/estou...») convicto

Corrigir: corrigido; («Foi muito...») correcto

Corromper: «Têm-me/fui...») corrompido; corrupto

Cultivar: («São valores que tenho...») cultivado; («É um homem ...») culto

Defender: («Temo-nos/estou...») defendido; defeso

Descalçar: descalçado; descalço

Dirigir: (« Tivemos tudo...») dirigido; («Fui...») directo

Dispersar: (« Tivemos a manifestação…») dispersada; («Foi um encontro...») disperso

Dissolver: («Tenho ...») dissolvido; («Estar...») dissoluto

Distinguir: («Tenho ...») distinguido; («Estar...») distinto

Eleger: («Depois de terem...») elegido; («Foi...») eleito

Emergir: («Tem várias vezes ...») emergido; («Estar...») emerso

Empregar: («Tenho-me várias vezes ...») empregado; («Foi ...») empregue

Encarregar: («Tenho-me várias vezes ...») encarregado; («Estar...») encarregue

Encher: («Ter...») enchido; («Estar...») cheio

Entregar: («Tenho-me várias vezes ...») entregado; («Foi...») entregue

Envolver: («Tenho-me várias vezes ...») envolvido; («Estar...») envolto

Enxugar: («Tenho-me várias vezes ...») enxugado; («Estar...») enxuto

Erigir: («Tenho-me várias vezes ...») erigido; («Estar...») erecto

Escurecer: («Tem ...») escurecido,; («Está...») escuro

Exaurir: («O esforço tem-lhe ...») exaurido; («Está ...») exausto

Expressar: («Tem-se ...») expressado; («Está...») expresso

Exprimir: («Tem ...») exprimido; («Está/ficou...») expresso

Expulsar: («Tem ...») expulsado; («Foi...») expulso

Extinguir: («Tem-se...») extinguido; («Está...») extinto

Fartar: («Tem-se ...») fartado, («estou...») farto

Findar: («Tem-se aos poucos...») findado; («Logo que esteja o trabalho... ») findo

Fixar: («Tenho...») fixado; («Está... ») fixo

Frigir: («Tínhamos o azeite...») frigido, («Foi... ») frito

Ganhar: («Tínhamos...») ganhado; («Foi... ») ganho

Gastar: («Temos...») gastado; («Foi...») gasto

Imergir: («Tem várias vezes...») imergido; («Esteve...») imerso

Imprimir: («Temo-lo...») imprimido; («Foi...») impresso

Incluir: («Temo-lo...») incluído; («Foi...») incluso

Incorrer: «Tem-se ...»)incorrido; («Esteve...») incurso

Infectar: «Tem/estar ...») infectado; infecto

Inquietar: («Temo-lo...») inquietado, («Foi... »); inquieto

Inserir: («Ter...») insirido,; («Estar...») inserto

Isentar: («Tenho-o...») isentado; («Foi...») isento

Juntar: («Ter...») juntado; («Estar...») juntoLibertar: («Ter...») libertado; («Foi...») liberto

Limpar: («Tenho...») limpado; («Estar ... ») limpo

Manifestar: («Ter...») manifestado; («Foi...») manifesto

Matar: («Ter...») matado; («Foi...») morto

Morrer:(«Ter...») morrido; («Foi...») morto

Murchar: («Ter...») murchado; («Estar...») murcho

Nascer: («Ter...») nascido;(«Foi...») nado/nato

Ocultar: («Tenho...») ocultado; («Esteve...») oculto

Omitir: («Tenho...») omitido; («Estou...») omisso

Oprimir: («Ter...») oprimido; («Esteve...») opresso

Pagar: («Ter...») pagado; («Estar...») pago

Perverter: («Ter...») pervertido; («Foi...») perverso

Prender: («Ter...») prendido, («Foi...»); preso

Pretender: («Tenho...») pretendido; pretenso

Reeleger: («Depois de terem...») reelegido; («Foi...») reeleito

Reempregar: («Tenho-me várias vezes ...») reempregado; («Foi ...») reempregue

Reimprimir: («Temo-lo...») reimprimido; («Foi...») reimpresso

Repelir: («Ter...») repelido; («Foi...») repulso

Restringir: («Ter...») restringido; («Estar...») restrito

Revolver: («Ter...») revolvido; («Foi...») revolto

Romper: («Ter...») rompido; («Estar...») roto

Salvar: («Ter...») salvado; («Estar...») salvo

Secar: («Ter...») secado; («Estar...») seco

Segurar: («Ter...») segurado; («Estar...») seguro

Sepultar: («Ter...») sepultado; («Estar...») sepulto

Segurar: («Ter...») segurado; («Estar...») seguro

Situar: («Ter/estar...») situado; («Estar...») sito

Soltar: («Ter...») soltado; («Foi...») solto

Submergir: («Ter...») submergido; («Foi...») submerso

Submeter: («Tenho-me...») submetido; submisso

Sujar: («Tenho...») sujado; («Está...») sujo

Sujeitar: («Ter...») sujeitado, («Foi...») sujeito

Surgir: («Ter...») surgido; surto

Surpreender: («Ter...») surpreendido; («Foi...») surpreso

Suspeitar: («Ter...») suspeitado; («Foi...») suspeito

Suspender: («Ter...») suspendido; («Foi...») suspenso

Tingir: («Ter...») tingido; tinto

Torcer : («Ter...») torcido; («Foi...») torto

Vagar: («Ter...») vagado; («Estar...») vago


Complete com os particípios adequados do verbo dado.


01) A urna foi _________________ em frente a todos. (abrir)
02) Ele teve uma conduta péssima: foi __________________ com todo mundo. (desavir)
03) Será __________________ o estádio com telhas plásticas. (cobrir)
04) A firma tem __________________ o estádio com telhas plásticas (cobrir)
05) Foi __________________ o cadáver de um homem de uns 60 kg. (descobrir)
06) O valor foi ____________________ pelo seguro. (repor)
07) ___________________ foram todas as mercadorias. (repor)
08) O __________________ director falará a todos. (depor)
09) Haja vista o ____________ da Polícia Federal não ser _______________. (visitar - falsificar)
10) Tinha-lhe ____________________ muitas cartas. (escrever)
11) Muitas cartas haviam sido _____________________ . (escrever)
12) Tinha sido ___________________ um bom deputado. (eleger)
13) Tinham-no ___________________ senador. (eleger)
14) ____________________ , será empossado. (eleger)
15) Na medida em que crescera tinha ____________________________ um bom raciocínio e era um rapaz bastante __________________________ .(desenvolver - desenvolver)
16) Havia bastantes dúvidas sobre o que havia ______________________. (dizer)
17) Se a secadora tivesse ______________ bem o tecido, o lençol já estaria _______________. (enxugar - enxugar)
18) _____________________ o cabeça da gangue, a situação melhorou. (matar)
19) Haviam-se ______________________ menos cópias que o necessário. (trazer)
20) Eles tinham-se ___________________ de estudar. (matar)
21) Aprecio muito vinho ___________________, mas este está horrível: é ____________________. (tingir - tingir)
22) A estátua foi ___________ por operários capazes, permanecerá ____________ por muito tempo. (erigir - erigir)
23) Havíamos ___________________ a vela, mas ela não permanecera _____________ ... (acender - acender)
24) Tinha __________________a conta em dia. (pagar)
25) Ele tinha ___________________ atrasado. (chegar)
26) Estava _____________________ no computador o nome dela. (imprimir)
27) Havia _____________ velocidade ao dactilografar seu nome, só para vê-lo ____________. (imprimir - imprimir)
28) Mesmo que tenha _______________ para o outro lado, não justifica estar _______________. (tender - tender)

SOBRE FLEXÃO VERBAL


No sketch «Castigadores da parvoíce», uma das atitudes castigadas é a má flexão de certas formas verbais. As formas que surgem mal conjugadas são da __ pessoa do _______ do ________ dos verbos «chegar», «vir», «dizer», «fazer» e «baldar-se». As personagens dizem, por exemplo, «ouvistes» (em vez de «(tu) ouviste»).As formas em -stes («ouvistes», etc.) até podem ser correctas, se corresponderem à ___ pessoa do ____, que usaríamos se tratássemos alguém por «vós».


Flexiona: Eu cheguei; tu _____; ele ____; nós _____ [com acento, para distinguir do Presente]; vós ____; eles _____.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

DUALIDADE


Temos todos duas vidas: a verdadeira, que é a que sonhamos na infância; e a falsa, que é a que vivemos em convivência com os outros.


Fernando Pessoa

CONQUISTAS...


"As grandes conquistas estão na nossa própria solidão".


Agustina Bessa-Luís