
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O CONVITE
Convite
O texto do convite obedece sempre a uma estrutura semelhante à que, abaixo, se apresenta. Mesmo assim há pequenas variantes, conforme se pretenda: mais ou menos formal.

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MÓDULO «A EXPRESSÃO ESCRITA»,
O CONVITE
O RESUMO
O resumo apresenta de forma sumária as ideias desenvolvidas num texto, tendo em conta a ordem pela qual são apresentadas. Para tal, é necessário:
1.
- Ler atentamente o texto;
- Apreender a globalidade da mensagem transmitida;
- Dividir o texto em partes;
- Eliminar as ideias secundárias e acessórias.
2.
- Construir um texto, evidenciando as ideias principais;
- Não utilizar frases ou partes do próprio texto;
- Utilizar uma linguagem clara e precisa;
- Respeitar as regras de pontuação, sintaxe e ortografia.
NOTA: O resumo não deve ultrapassar um terço do texto original.
1.
- Ler atentamente o texto;
- Apreender a globalidade da mensagem transmitida;
- Dividir o texto em partes;
- Eliminar as ideias secundárias e acessórias.
2.
- Construir um texto, evidenciando as ideias principais;
- Não utilizar frases ou partes do próprio texto;
- Utilizar uma linguagem clara e precisa;
- Respeitar as regras de pontuação, sintaxe e ortografia.
NOTA: O resumo não deve ultrapassar um terço do texto original.
Evidentemente, alguns resumos são mais fáceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organização e da extensão do texto original. Assim, um texto não muito longo e cuja estrutura seja perceptível à primeira leitura, apresentará poucas dificuldades a quem resume. Em todo o caso, quem domina a técnica - e esse domínio só se adquire com a prática - não encontrará obstáculos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.
Os resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.
Os resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.
Actividade
1. Lê o texto A e repara no resumo que foi feito a partir dele.
1. Lê o texto A e repara no resumo que foi feito a partir dele.

Em Portugal, sabe (o escritor) que não houve só boas reacções ao Prémio Nobel (ou "Nobél", como diz José Saramago seguindo a fonética sueca).
Houve quem confundisse a grandeza do prémio com o comprometimento político do escritor. Mas disso Saramago prefere não falar. A inveja é o sentimento mais mesquinho que existe" diz. " Não devemos perder tempo a falar de sentimentos maus, falemos antes dos bons sentimentos" frisa o autor.
É para falar de coisas boas que o escritor vai estar em Lisboa e depois no Porto, onde tal como já estava combinado antes, vai participar num encontro de escritores ibero-americanos. "Porque os escritores não fazem cimeiras, encontram-se para falar".
Houve quem confundisse a grandeza do prémio com o comprometimento político do escritor. Mas disso Saramago prefere não falar. A inveja é o sentimento mais mesquinho que existe" diz. " Não devemos perder tempo a falar de sentimentos maus, falemos antes dos bons sentimentos" frisa o autor.
É para falar de coisas boas que o escritor vai estar em Lisboa e depois no Porto, onde tal como já estava combinado antes, vai participar num encontro de escritores ibero-americanos. "Porque os escritores não fazem cimeiras, encontram-se para falar".
in Diário de Notícias, 98.10.13
2. Resumo do texto A
Em Portugal, não houve só boas reacções ao Prémio Nobel. Ligaram-no ao comprometimento político de Saramago. Mas o escritor recusa-se falar dessas reacções que atribui à inveja.
É para falar de coisas boas que virá a Lisboa e ao Porto, onde participará num encontro de escritores ibero-americanos.
3. Resume este texto apresentado.
O Prazer das histórias
Começou a escrever histórias aos 60 anos, mas há muito que as contava aos seus alunos. Albano Estrela, 71 anos, professor jubilado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, acredita piamente nas potencialidades educativas de uma boa narrativa e considera que são os discípulos que fazem o mestre e não o inverso. Estas e outras ideias, nem sempre muito bem recebidas nos meios académicos (como admite) fazem a singularidade do seu livro, Estórias com Pedagogia Dentro.
Apresenta-se como alguém que nunca saiu da escola. Com uma surpreendente capacidade de auto-ironia, Albano Estrela diz que o mundo exterior à sala de aulas sempre o assustou, mas o que se compreende ao longo da conversa é que foi o amor, e não o medo, que o convenceu a ficar. Filho de um antigo presidente do Sport Comércio e Salgueiros (popular associação desportiva do Porto), tornou-se professor por vocação e foi um dos pioneiros das Ciências da Educação em Portugal. Aposentado aos 70 anos por imposição burocrática, «continua» na sua bem-amada escola através da escrita, como o demonstram as crónicas que regularmente publica no site da Porto Editora, o «Educare», e o seu livro mais recente.
Apresenta-se como alguém que nunca saiu da escola. Com uma surpreendente capacidade de auto-ironia, Albano Estrela diz que o mundo exterior à sala de aulas sempre o assustou, mas o que se compreende ao longo da conversa é que foi o amor, e não o medo, que o convenceu a ficar. Filho de um antigo presidente do Sport Comércio e Salgueiros (popular associação desportiva do Porto), tornou-se professor por vocação e foi um dos pioneiros das Ciências da Educação em Portugal. Aposentado aos 70 anos por imposição burocrática, «continua» na sua bem-amada escola através da escrita, como o demonstram as crónicas que regularmente publica no site da Porto Editora, o «Educare», e o seu livro mais recente.
(in Visaoonline)
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MÓDULO «A EXPRESSÃO ESCRITA»,
O RESUMO
CONVOCATÓRIA
É um documento que chama os sócios para reunir, elaborado por quem tem poderes institucionais para o fazer. Normalmente, é dada a conhecer por aviso (ou postal) a cada participante, com a antecedência considerada necessária - nas associações é de oito dias - contendo:
_ o dia, a hora e o local da reunião;
_ a respectiva Ordem de trabalhos;
_ o assunto ou assuntos a serem tratados na reunião;
_ o tipo de sessão ou reunião - ordinária ou extraordinária;
_ a data em que ele é feita;
_ a pessoa que a emite e o seu cargo;
_ a assinatura desta mesma pessoa.
Actividade
Redige a acta da reunião convocada pela seguinte:
_ o dia, a hora e o local da reunião;
_ a respectiva Ordem de trabalhos;
_ o assunto ou assuntos a serem tratados na reunião;
_ o tipo de sessão ou reunião - ordinária ou extraordinária;
_ a data em que ele é feita;
_ a pessoa que a emite e o seu cargo;
_ a assinatura desta mesma pessoa.
Actividade
Redige a acta da reunião convocada pela seguinte:

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A CONVOCATÓRIA,
MÓDULO «A EXPRESSÃO ESCRITA»
A ACTA

A acta reproduz os factos, as decisões e opiniões reportadas a assembleias, reuniões ou conselhos. É o relato oficial de tudo o que se passou durante a reunião de uma instituição, departamento, secção, conselho ou grupo de trabalho.
A acta é elaborada pelo secretário da reunião que tem a difícil e penosa tarefa de, ao longo dela, recolher os apontamentos indispensáveis à sua posterior elaboração. Deve ser escrita no livro de actas, cujas folhas devem estar rubricadas e numeradas, pelo Presidente da Mesa da Assembleia, o mesmo acontecendo com os termos de abertura e de encerramento.
A redacção da acta deve ser simples, concisa e clara; não deve haver abreviaturas e os números tal como as datas escrevem-se por extenso; intervalos em branco, entrelinhas e rasuras são eliminados.
A acta é o meio de formação da "vontade colectiva"; o elemento de prova e de interpretação dessa vontade; o registo da vida da instituição.
Conteúdo de uma acta:
A acta deve conter os seguintes elementos:
A acta é elaborada pelo secretário da reunião que tem a difícil e penosa tarefa de, ao longo dela, recolher os apontamentos indispensáveis à sua posterior elaboração. Deve ser escrita no livro de actas, cujas folhas devem estar rubricadas e numeradas, pelo Presidente da Mesa da Assembleia, o mesmo acontecendo com os termos de abertura e de encerramento.
A redacção da acta deve ser simples, concisa e clara; não deve haver abreviaturas e os números tal como as datas escrevem-se por extenso; intervalos em branco, entrelinhas e rasuras são eliminados.
A acta é o meio de formação da "vontade colectiva"; o elemento de prova e de interpretação dessa vontade; o registo da vida da instituição.
Conteúdo de uma acta:
A acta deve conter os seguintes elementos:
1. Recebe o número que lhe calhar;
2. Começa com a indicação do dia, mês, ano e hora em que teve lugar a sessão;
3. Indica o local da reunião;
4. Menciona o tipo de reunião: se ordinária, se extraordinária, se realizada em primeira convocatória, se em segunda convocatória;
5. Indica o nome dos presentes;
6. Inclui a Ordem de Trabalhos, na íntegra e tal como foi enviada na convocatória;
7. Refere a hora a que se iniciou e o número de sócios presentes;
8. Menciono a leitura, a votação e a aprovação da acta da sessão anterior, caso exista para aprovação;
9. Regista as comunicações feitas pelo Presidente da Mesa;
10. Retém os nome dos intervenientes e o resumo das suas considerações;
11. Inclui ainda o resultado de qualquer votação que tenha tido lugar;
12. Regista a fórmula de encerramento;
13. Deve ser assinada pelo presidente e pelo secretário.
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A ACTA,
MÓDULO «A EXPRESSÃO ESCRITA»
BIOGRAFIA
Biografia
A biografia é um texto que relata a vida de uma pessoa, respeitando a ordem cronológica.
Conforme o seu objectivo, a biografia pode ser uma resumida (nota biográfica ou livro). A elaboração de uma biografia necessita de uma recolha prévia de informação: entrevista à pessoa em causa; depoimento de familiares, amigos, pessoas conhecidas; consulta de documentos.
Para produzir uma biografia:
- Redija na 3.ª pessoa;
- Integre, de forma organizada, datas, lugares, pessoas e factos marcantes da vida da pessoa biografada;
- Opte por um relato informativo ou por uma narrativa que destaca e valoriza determinados acontecimentos do percurso da pessoa biografada.
AUTOBIOGRAFIA de Sophia de Mello Breyner Andresen

«Nasci no Porto mas vivo há muito em Lisboa.
Durante a minha infância e juventude passava os verões na praia da Granja, de que falo em tantos dos meus poemas e contos.
Estudei no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Porto, e quando tinha 17 anos inscrevi-me na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Clássica, curso que, aliás, não terminei. Antes de 25 de Abril de 1974 fiz parte de diversas organizações de resistência, tendo sido um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos.
Depois de 25 de Abril de 1974 fui deputada à Assembleia Constituinte (1975-1976) e detesto escrever currículos...
[...]
Comecei a inventar histórias para crianças quando os meus filhos tiveram sarampo. Era no inverno e o médico tinha dito que eles deviam ficar na cama, bem cobertos, bem agasalhados. Para isso era preciso entretê-los o dia inteiro. Primeiro, contei todas as histórias que sabia. Depois, mandei comprar alguns livros que tentei ler em voz alta. Mas não suportei a pieguice da linguagem nem a sentimentalidade da "mensagem"; uma criança é uma criança, não é um pateta. Atirei os livros fora e resolvi inventar. Procurei a memória daquilo que tinha fascinado a minha própria infância. Lembrei-me de que quando eu tinha 5 ou 6 anos e vivia numa casa branca na duna - a minha mãe me tinha contado que nos rochedos daquela praia morava uma menina muito pequenina. Como nesse tempo, para mim, a felicidade máxima era tomar banho entre os rochedos, essa menina marinha tornou-se o centro das minhas imaginações. E a partir desse antigo mundo real e imaginário, comecei a contar a história a que mais tarde chamei Menina do Mar.
Os meus filhos ajudavam. Perguntavam:
- De que cor era o vestido da menina?
O que é que fazia o peixe?
Aliás, nas minhas histórias para crianças quase tudo é escrito a partir dos lugares da minha infância.»
in De que são feitos os sonhos
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